domingo, 5 de maio de 2013 2 comentários

Pauwel Kwak - Bosteels - Belgian Strong Golden Ale


O post de hoje é de uma cerveja interessante e tudo começa pelo copo em que ela é tradicionalmente servida. Um copo que mais parece um artefato de alquimista, com um suporte para mantê-lo de pé, até porque, por sua base arredondada o copo não pararia de pé sozinho.



Esse copo, chamado de Yard remonta a época de Napoleão. Segundo o site da cervejaria, havia um movimento muito grande nas ruas de Dendermonde, uma cidade belga, principalmente por carruagens, que acabavam por congestionar os arredores da taverna de Pauwel Kwak. Conta a “lenda” que foi proibido então, estacionar as carruagens próximo à taverna. Por conta desse pequeno inconveniente aos cocheiros que queriam se refrescar criaram-se o que eu acredito ter sido o primeiro drive thru da história, e o suporte de madeira era afixado na carruagem, como um porta-copos old school.



Como já deve ter dado pra perceber vou falar da cerveja Pauwel Kwak, da cervejaria belga Bosteels que também faz a Tripel Karmeliet e a tão cultuada DeuS (também ótimas por sinal).

A Pauwel Kwak, ou só Kwak para os íntimos é uma cerveja do tipo Belgian Strong Golden Ale e o nome do estilo já diz muito sobre ela. É uma cerveja dourada, bem forte (tanto no corpo quanto no álcool) e com aquele jeitão característico oriundo das leveduras belgas.



Para começar o visual dela é incrível, fiquei encantado de tomar no Yard, me senti um mago preparando suas magias. A cerveja tem uma coloração âmbar, uma generosa formação de espuma e é bem translúcida.

O aroma, inicia com o frutado, senti bastante banana, mamão, frutas vermelhas e um pouco mel. De corpo médio no paladar é uma cerveja adocicada, com bastante frutado, mel, um pouco do amargor do lúpulo e o picante que lembrou cravo. O álcool é muito bem inserido e apesar de seu teor (8,4%) só percebi porque me esquentou um pouco. Quem gosta das cervejas belgas com certeza irá aprovar!

Eu adorei a cerveja e principalmente a sensação de bebê-la nesse copo tão peculiar. O engraçado é que quando a cerveja vai acabando ficando toda na esfera final do copo, cada gole faz um glub  e a cerveja vem de uma vez (tome cuidado para não se molhar). Com certeza repetirei a dose dessa ótima cerveja belga.

Venha para o lado belga da força! Saúde! 
quarta-feira, 1 de maio de 2013 0 comentários

Bravo - Backer (3 Lobos Extreme) - Imperial Porter


Olá, hoje vou escrever sobre uma cerveja complexa, deliciosa de beber e ótima para esquentar o dia que estiver mais frio. A cerveja da vez veio de Minas Gerais, de onde, aliás, vêm várias gostosuras da nossa culinária. A cervejaria é a Backer, que tem o mérito de ser a primeira cervejaria artesanal mineira e, de ter no seu cartel, cervejas mais do que especiais. Dentre elas eu destaco as pertencentes à série 3 Lobos Extreme.

Para começar os rótulos de todas as cervejas são muito divertidos e remetem aos filmes de “Bang Bang” e até lembram um pouco os rótulos da cervejaria americana Flying Dog, mas nada de plágio. A história dos rótulos é interessante, segundo encontrei no blog CervejaSó, esses rótulos foram inspirados no visual de uma boate country que a família proprietária da cervejaria teve.

Esse assunto dos rótulos foi um alvoroço quando do seu lançamento, mas na minha humilde opinião o que importa é o que está dentro da garrafa e, a cerveja que eu abri e vou contar pra vocês é uma Imperial Porter denominada de Bravo e como irão ver, com muita propriedade ela recebe esse nome.



A cerveja é preta e opaca, a espuma de cor bege tem uma boa formação com média duração deixando suas marcas pelo pint. Os aromas são complexos, notei caramelo, café e um pouco de herbáceo (proveniente do lúpulo, acho) um pouco de defumado e até um leve amadeirado, afinal a cerveja é maturada por três meses em barris da brasileiríssima madeira umburana.

No paladar eu senti uma mistura muito harmoniosa do chocolate amargo com um pouco de baunilha. Faz-se presente aromas de castanhas e a torrefação do malte. A madeira fica em segundo plano e o álcool é muito bem inserido nesse contexto, tornando essa cerveja muito bem equilibrada e ótima de beber.

No final essa é uma cerveja que recomendo para dias frios e vai muito bem com carnes grelhadas (olha o churrasco aí), defumadas e até uma sobremesa de sorvete de creme, por que não? É uma ótima cerveja sem dúvida, daquelas que dá orgulho de dizer para um desavisado: “olha não é importada não, é feita logo ali em Minas!”. Recomendo sem pestanejar.

E que a umburana esteja com vocês! Saúde!

 
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